sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
GRATIDÃO
Tu,que quiseste
fazer de mim um homem
ao jeito que imaginaste......
Tu,que tudo me davas
mas tudo me negavas...
Quase falhaste !
fazer de mim um homem
ao jeito que imaginaste......
Tu,que tudo me davas
mas tudo me negavas...
Quase falhaste !
Tu,que me amavas
de um modo estranho
incompreendido,
cavaste a pouco e pouco
entre nós
um abismo desmedido .
Tu, que sonhaste
em mim,
um mundo de ideais,
na tua ambição de quereres mais,
não atingiste
a minha realização...
E num perfeito contraste
só tarde a compreendeste
só tarde a aceitaste.
Nós,que podiamos ter sido
tão amigos,tão iguais,
estivemos sempre
em contradição.
Tu,que eras todo coração
às vezes,
foste cruel de mais...
Eu sei que era amor...
Eu sei !
Mas dói pensar
que o amor dói tanto!
É por isso que neste desencanto
hoje te canto,
de forma tão sentida...
Da forma que me sai.
Deste-me tudo o que tenho
de mais belo:
A vida !!!
Obrigado,
meu pai !!!
(Humberto Sotto Mayor)
de um modo estranho
incompreendido,
cavaste a pouco e pouco
entre nós
um abismo desmedido .
Tu, que sonhaste
em mim,
um mundo de ideais,
na tua ambição de quereres mais,
não atingiste
a minha realização...
E num perfeito contraste
só tarde a compreendeste
só tarde a aceitaste.
Nós,que podiamos ter sido
tão amigos,tão iguais,
estivemos sempre
em contradição.
Tu,que eras todo coração
às vezes,
foste cruel de mais...
Eu sei que era amor...
Eu sei !
Mas dói pensar
que o amor dói tanto!
É por isso que neste desencanto
hoje te canto,
de forma tão sentida...
Da forma que me sai.
Deste-me tudo o que tenho
de mais belo:
A vida !!!
Obrigado,
meu pai !!!
(Humberto Sotto Mayor)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
PRIMAVERA
Vi hoje uma andorinha !
E as flores do meu jardim...
começam a abrir.
Os melros andam loucos
numa correria !!!
E as flores do meu jardim...
começam a abrir.
Os melros andam loucos
numa correria !!!
É tempo de alegria !
O sol nasce mais cedo
e o ocaso é mais tarde …
Os poentes começam a ser lindos...
Os campos estão floridos
e a relva verde!
As árvores florescem.
Tudo nasce , tudo cresce
sem canseira.
A terra cheira a vida
e a flor de laranjeira.
As aves fazem os ninhos
com desvelo , com cuidado...
E as andorinhas
vão sujando,
o beiral do meu telhado...
Que fosse assim todo o ano,
quem me dera ! Quem me dera...!
Que fosse assim todo o ano
uma eterna
primavera !
( Humberto Sotto Mayor)
O sol nasce mais cedo
e o ocaso é mais tarde …
Os poentes começam a ser lindos...
Os campos estão floridos
e a relva verde!
As árvores florescem.
Tudo nasce , tudo cresce
sem canseira.
A terra cheira a vida
e a flor de laranjeira.
As aves fazem os ninhos
com desvelo , com cuidado...
E as andorinhas
vão sujando,
o beiral do meu telhado...
Que fosse assim todo o ano,
quem me dera ! Quem me dera...!
Que fosse assim todo o ano
uma eterna
primavera !
( Humberto Sotto Mayor)
AMIZADE
Tenho levado a vida a procurar
uma ajuda, um apoio ou um abrigo...
Alguém em quem eu possa confiar...
e seja na verdade,um bom amigo.
Um abraço sincero é invulgar
nesta vida tão cheia de perigo...
Ter um ombro onde possa repousar,
tenho tentado em vão e não consigo...
Ser amigo é mais que ser irmão...
E é muito difícil de encontrar
alguém leal capaz de dar a mão...
Alguém sincero e puro de razão,
por quem meu coração possa vibrar
e que seja incapaz de uma traição !
( Humberto Sotto Mayor )
uma ajuda, um apoio ou um abrigo...
Alguém em quem eu possa confiar...
e seja na verdade,um bom amigo.
Um abraço sincero é invulgar
nesta vida tão cheia de perigo...
Ter um ombro onde possa repousar,
tenho tentado em vão e não consigo...
Ser amigo é mais que ser irmão...
E é muito difícil de encontrar
alguém leal capaz de dar a mão...
Alguém sincero e puro de razão,
por quem meu coração possa vibrar
e que seja incapaz de uma traição !
( Humberto Sotto Mayor )
SEXTA - FEIRA SANTA
Que cruz é esta meu Deus
que me fazes arrastar por toda a vida ?!
Que espinhos são estes...
cravados,
na minha carne sofrida ?!
Que cálice de fel
me obrigaste a beber !!!
E que amargura é esta
que sinto na minha boca ?!
E o grito que sai
da minha garganta rouca ?!
Que calvário !
Que martírio
e sofrimento !!!
que me fazes arrastar por toda a vida ?!
Que espinhos são estes...
cravados,
na minha carne sofrida ?!
Que cálice de fel
me obrigaste a beber !!!
E que amargura é esta
que sinto na minha boca ?!
E o grito que sai
da minha garganta rouca ?!
Que calvário !
Que martírio
e sofrimento !!!
Que tormento !
Que mal te fiz
assim tão grande
tão maior,
para ter que viver
tamanha
dor ?!!
( Humberto Sotto Mayor )
Que mal te fiz
assim tão grande
tão maior,
para ter que viver
tamanha
dor ?!!
( Humberto Sotto Mayor )
PENSAMENTOS
Às vezes penso que sou
às vezes penso que estou
por vezes penso que penso
...às vezes penso que sonho.
...
às vezes penso que estou
por vezes penso que penso
...às vezes penso que sonho.
...
Se sonho não me convenço
da realidade em que sou
e quando penso que estou
por vezes não me pertenço.
Convencer-me do que sou
só se for em pensamento
porque não sei onde vou
nem aproveito o momento.
De tanto sonho sonhado
só me fica o sentimento
de tudo já ser passado
e ter voado no vento.
Por isso quando consigo
estar comigo aonde estou
sonho que tudo o que digo
é aquilo que não sou.
E nas palavras que escrevo
em poemas sem sentido
sinto que nunca me atrevo
a dizer, o que é devido.
Portanto sem comentar
fico-me assim…a pensar!
Humberto Sotto Mayor
da realidade em que sou
e quando penso que estou
por vezes não me pertenço.
Convencer-me do que sou
só se for em pensamento
porque não sei onde vou
nem aproveito o momento.
De tanto sonho sonhado
só me fica o sentimento
de tudo já ser passado
e ter voado no vento.
Por isso quando consigo
estar comigo aonde estou
sonho que tudo o que digo
é aquilo que não sou.
E nas palavras que escrevo
em poemas sem sentido
sinto que nunca me atrevo
a dizer, o que é devido.
Portanto sem comentar
fico-me assim…a pensar!
Humberto Sotto Mayor
DESTA JANELA
Daqui ,da minha janela
sinto o vazio do céu
e a dor do purgatório...!...
Vejo a serra,vejo os montes
e não vislumbro horizontes
onde vagueia o olhar !
Vejo a calçada pisada,
ouço a lira em oratório
e no silêncio a quebrar,
como se fosse velório,
vejo o teatro do Mundo,
pelos telhados sombrios.
que arrepiam meu pensar...
Vejo a lua
e o luar !
Vejo a vida,
vejo tudo...
Só não te vejo brincar !
sinto o vazio do céu
e a dor do purgatório...!...
Vejo a serra,vejo os montes
e não vislumbro horizontes
onde vagueia o olhar !
Vejo a calçada pisada,
ouço a lira em oratório
e no silêncio a quebrar,
como se fosse velório,
vejo o teatro do Mundo,
pelos telhados sombrios.
que arrepiam meu pensar...
Vejo a lua
e o luar !
Vejo a vida,
vejo tudo...
Só não te vejo brincar !
( Humberto Sotto Mayor
VIOLINO
- Toca,toca
meu menino...
- Toca o Bolero de Ravel !...
- Mãe,
essa música não cabe
nas cordas do violino !
-Toca as Czardas de Monti,
ou outra coisa qualquer...
- Mas toca !
- Gosto de te ouvir tocar...
meu menino...
- Toca o Bolero de Ravel !...
- Mãe,
essa música não cabe
nas cordas do violino !
-Toca as Czardas de Monti,
ou outra coisa qualquer...
- Mas toca !
- Gosto de te ouvir tocar...
E foi assim tanto tempo,
com amor,
a transbordar !...
Foi-se a voz !
Foi-se o olhar !
Foi-se o ouvido também,
mais o sonho de menino !
Mas ficou-me a recordar
apenas,
o violino !
(Humberto Sotto Mayor)
com amor,
a transbordar !...
Foi-se a voz !
Foi-se o olhar !
Foi-se o ouvido também,
mais o sonho de menino !
Mas ficou-me a recordar
apenas,
o violino !
(Humberto Sotto Mayor)
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
QUANDO CANTA O ROUXINOL
FADO
Música de Alain Oulman
Quando canta o rouxinol...
sabem todos que ela passa
sabem todos que ela passa.
Naquela rua da Graça
em escadas de caracol
em escadas de caracol.
Música de Alain Oulman
Quando canta o rouxinol...
sabem todos que ela passa
sabem todos que ela passa.
Naquela rua da Graça
em escadas de caracol
em escadas de caracol.
Muito ligeira e ladina
faz bailar a sua saia
não há ninguém que não caia
nas redes dessa varina
nas redes dessa varina
Muito ligeira e ladina
faz bailar a sua saia.
E lá vai ela descalça
com as chinelas na mão
com as chinelas na mão...
E a orvalhada no chão
sua beleza realça
sua beleza realça.
Madrigais em cada esquina
ela ouve quando passa...
E faz mesmo inveja à Graça
a graça dessa varina
a graça dessa varina.
Madrigais em cada esquina
ela ouve quando passa.
No seu avental bordado
há motivos de relento
há motivos de relento...
E os seus cabelos de vento
cheiram a mar e a fado
cheiram a mar e a fado.
Quando canta o rouxinol
sabem todos que ela passa
vai com ela a nossa raça
no brilho dado p´lo sol
no brilho dado p´lo sol.
Sabem todos que ela passa
quando canta o o rouxinol.
(Humberto Sotto Mayor )
faz bailar a sua saia
não há ninguém que não caia
nas redes dessa varina
nas redes dessa varina
Muito ligeira e ladina
faz bailar a sua saia.
E lá vai ela descalça
com as chinelas na mão
com as chinelas na mão...
E a orvalhada no chão
sua beleza realça
sua beleza realça.
Madrigais em cada esquina
ela ouve quando passa...
E faz mesmo inveja à Graça
a graça dessa varina
a graça dessa varina.
Madrigais em cada esquina
ela ouve quando passa.
No seu avental bordado
há motivos de relento
há motivos de relento...
E os seus cabelos de vento
cheiram a mar e a fado
cheiram a mar e a fado.
Quando canta o rouxinol
sabem todos que ela passa
vai com ela a nossa raça
no brilho dado p´lo sol
no brilho dado p´lo sol.
Sabem todos que ela passa
quando canta o o rouxinol.
(Humberto Sotto Mayor )
TANGO
Danço !
Como quem dança
um tango sensual...
...
Como quem dança
um tango sensual...
...
No remorso da saudade
os teus lábios de morango
dançam com os meus
uma dança virtual...
Danço!
Numa visão
de surdina e de pudor...
E danço na tua boca
a febre louca
em ondas de torpor !!!
Há no teu rosto
um gosto
de forma aberta...
E sei que a tua boca
neste tango
é uma palavra incerta ...!!!
( Humberto Sotto Mayor )
os teus lábios de morango
dançam com os meus
uma dança virtual...
Danço!
Numa visão
de surdina e de pudor...
E danço na tua boca
a febre louca
em ondas de torpor !!!
Há no teu rosto
um gosto
de forma aberta...
E sei que a tua boca
neste tango
é uma palavra incerta ...!!!
( Humberto Sotto Mayor )
NAS MÃOS
Nas minhas mãos
prendo a madrugada,
em que tu estás...
em quase tudo
ou quase nada...
Enquanto no teu rosto
a luz se vai abrindo...
De rosa em rosa,
de boca em boca,
como louca
a lua vai sorrindo !...
prendo a madrugada,
em que tu estás...
em quase tudo
ou quase nada...
Enquanto no teu rosto
a luz se vai abrindo...
De rosa em rosa,
de boca em boca,
como louca
a lua vai sorrindo !...
Prendo nas minhas mãos
o teu desgosto...
E no silêncio
ouço o teu nome !
Não me peças palavras...
Elas são escravas
do meu pensamento!
Fico mudo!
E num momento,
desiludido,
vejo tudo !!!
Humberto Sotto Mayor-21 de Janeiro de 2013
o teu desgosto...
E no silêncio
ouço o teu nome !
Não me peças palavras...
Elas são escravas
do meu pensamento!
Fico mudo!
E num momento,
desiludido,
vejo tudo !!!
Humberto Sotto Mayor-21 de Janeiro de 2013
SONHO DOADO
De onde vem o sonho
se não da ilusão ?
...
se não da ilusão ?
...
Sonhar,é muito incerto
muito vão !
Ter na mão um grão
é sonhar o infinito...
e na papoila vermelha
encontrar o grito !!!
No voo do pássaro
revejo o meu percurso
nítido !!
E é nesse olhar
que sinto escrito
o vento !!!
Passa o tempo
e o momento !
Tudo simples,
mas tão complicado...
Envolves-me num sonho
e vivo apaixonado !
Doar sonhos
nunca foi pecado !!!
( Humberto Sotto Mayor )
muito vão !
Ter na mão um grão
é sonhar o infinito...
e na papoila vermelha
encontrar o grito !!!
No voo do pássaro
revejo o meu percurso
nítido !!
E é nesse olhar
que sinto escrito
o vento !!!
Passa o tempo
e o momento !
Tudo simples,
mas tão complicado...
Envolves-me num sonho
e vivo apaixonado !
Doar sonhos
nunca foi pecado !!!
( Humberto Sotto Mayor )
PALAVRAS
Não me digas ao ouvido
palavras meigas e doces!...
Gostava antes que fosses ...
a ternura que apregoas...
Vê como tu me magoas
com palavras já no vento
que não deixam marca ou rasto
e iludem meu pensamento
em que o meu sonho foi gasto.
palavras meigas e doces!...
Gostava antes que fosses ...
a ternura que apregoas...
Vê como tu me magoas
com palavras já no vento
que não deixam marca ou rasto
e iludem meu pensamento
em que o meu sonho foi gasto.
Não me prometas amor,
transforma a tua oração
em ações cujo valor
me mostrem a realidade...
( O rouxinol quando canta,
lança um hino de aflição )
E as acções quando verdade
são muito mais poderosas
que a palavra dita em vão !...
Não me sussurres palavras
que ferem meu coração !...
Já não te peço mais nada,
deixa que o meu sofrimento,
na lucidez do momento
me conduza à realidade
em que a loucura já arde...
E em sensuais desenganos
não venhas dizer que é tarde
nem perturbes minha calma …
Que nestas coisas de amor
umas vezes sou só corpo
e outras vezes sou alma !!!
( Humberto Sotto Mayor )
transforma a tua oração
em ações cujo valor
me mostrem a realidade...
( O rouxinol quando canta,
lança um hino de aflição )
E as acções quando verdade
são muito mais poderosas
que a palavra dita em vão !...
Não me sussurres palavras
que ferem meu coração !...
Já não te peço mais nada,
deixa que o meu sofrimento,
na lucidez do momento
me conduza à realidade
em que a loucura já arde...
E em sensuais desenganos
não venhas dizer que é tarde
nem perturbes minha calma …
Que nestas coisas de amor
umas vezes sou só corpo
e outras vezes sou alma !!!
( Humberto Sotto Mayor )
NOSSA SENHORA DA PENHA
Nossa Senhora da Penha
que me fizeste trepar
ao mais alto do penedo...
para te vir adorar...
Nossa Senhora da Penha
que penas te vou contar ?!
Que penas tenho de conto
que contas do meu penar...
que me fizeste trepar
ao mais alto do penedo...
para te vir adorar...
Nossa Senhora da Penha
que penas te vou contar ?!
Que penas tenho de conto
que contas do meu penar...
Nossa Senhora da Penha
porque me fazes chorar?
Que chôro Senhora Minha,
que tristeza ,que pesar...
Nossa Senhora da Penha
quando me vais ajudar?
Que silêncio tem o vento
já nem sussurra ao passar...
Que mais terei de subir
para melhor te alcançar ??
Nossa Senhora da Penha
o que me fazes cansar...!
Dá-me o ouvido e a voz
para melhor te cantar !!!
Com que voz Minha Senhora,
com que voz te vou louvar ?
Que eco é este que entendo
por essas fragas além ?...
É o eco da distância
que me separa de alguém ?
Que urze é esta que cheira
ao corpo do meu amor ?
E estes altos pinheiros
que me lembram nem eu sei...?!
Palavra,Senhora Minha
não foi amor que eu deixei ?
Que mais penedos subir,
que mais terei de correr ???
Para cantar o amor
que mais terei de sofrer ?!
( Humberto Sotto Mayor )
Ver maisporque me fazes chorar?
Que chôro Senhora Minha,
que tristeza ,que pesar...
Nossa Senhora da Penha
quando me vais ajudar?
Que silêncio tem o vento
já nem sussurra ao passar...
Que mais terei de subir
para melhor te alcançar ??
Nossa Senhora da Penha
o que me fazes cansar...!
Dá-me o ouvido e a voz
para melhor te cantar !!!
Com que voz Minha Senhora,
com que voz te vou louvar ?
Que eco é este que entendo
por essas fragas além ?...
É o eco da distância
que me separa de alguém ?
Que urze é esta que cheira
ao corpo do meu amor ?
E estes altos pinheiros
que me lembram nem eu sei...?!
Palavra,Senhora Minha
não foi amor que eu deixei ?
Que mais penedos subir,
que mais terei de correr ???
Para cantar o amor
que mais terei de sofrer ?!
( Humberto Sotto Mayor )
QUANDO OS CÃES LADRAM
Adoro que os cães me ladrem...
Gosto de os ouvir ladrar !...
É sinal de que estou vivo...
na caravana,ao passar...
e sem ninguém magoar,
nem seguir caminhos tortos...
Gosto de os ouvir ladrar !...
É sinal de que estou vivo...
na caravana,ao passar...
e sem ninguém magoar,
nem seguir caminhos tortos...
Adoro que os cães me ladrem...
Gosto de os ouvir ladrar !
Os cães não ladram aos mortos !!!
( Humberto Sotto Mayor )
Gosto de os ouvir ladrar !
Os cães não ladram aos mortos !!!
( Humberto Sotto Mayor )
AS RUAS EM QUE ME VEJO
Há ruas em que me espelho,
me desejo
e me revejo !...
Outras há,em que a tristeza
acarreta o meu anseio
de dias ensimesmados.
me desejo
e me revejo !...
Outras há,em que a tristeza
acarreta o meu anseio
de dias ensimesmados.
Lá ao fundo vejo
o Tejo
e beijo
o chão perfumado de alcatrão
que vai espreitando os navios
atracados ...
Há uma bandeira
desfraldada
num monumento
perene
E por um momento
solene
sinto a minha inquietude,
inocente,sem virtude,
pouco crente...!
Vem a lua...
E é na algazarra da rua,
da capela em promontório,
desse pequeno zimbório
e desse claustro velho,
que eu revejo
e desejo
as ruas em que me espelho
( Humberto Sotto Mayor )
o Tejo
e beijo
o chão perfumado de alcatrão
que vai espreitando os navios
atracados ...
Há uma bandeira
desfraldada
num monumento
perene
E por um momento
solene
sinto a minha inquietude,
inocente,sem virtude,
pouco crente...!
Vem a lua...
E é na algazarra da rua,
da capela em promontório,
desse pequeno zimbório
e desse claustro velho,
que eu revejo
e desejo
as ruas em que me espelho
( Humberto Sotto Mayor )
PRECE
Cheguei
a transbordar de ti!
Corrias-me nas veias ...
e no pensamento.
a transbordar de ti!
Corrias-me nas veias ...
e no pensamento.
Cheirei-te no orvalho
e afaguei-te no vento.
Estavas na urze,
no alecrim
e em toda a flor campestre!
Amadureceste nos figos
e na amora silvestre.
Andaste pelos penhascos
pela serra , pela areia
Senti-te bem presente
na lua cheia de Agosto.
Foste só minha
mas dei-te a toda a gente
Levei-te pela seara
apanhando caracóis
E foste vindima e mosto
E eras de linho e estopa
na noite dos meus lençóis!
Cheguei cheínho de ti
porque te tive a meu lado
Cantei-te como um poeta
Que sabe cantar o fado
E foste sino de aldeia
em alegria de festa
E triste, triste, tão triste
como em dobre de finados
( e se eu disser que te amo
dia-a-dia sempre mais?)
E arrastei-te pela água
e mergulhei-te no mar
e num veleiro de mágoa
te trouxe no meu olhar.
Em tudo o que foi palavra
em memória, pensamento
ou num gesto ou num sopro
numa raiz, numa árvore
num soluço, num lamento
te vi…
E até no sofrimento
me doeu a tua dor.
E digam lá
que não te tenho amor…
Tive ciúmes de ti
quando beijaste outra boca.
E andaste comigo ternamente
como louca.
Sinto-te agora mais perto
mais minha, mais completa
-É mais imenso o deserto
quando não se vê a meta…
Cheguei a transbordar de ti!
quero-te sempre a meu lado
Sê minha amante…
Ajuda-me a construir
o meu sonho descuidado.
Quero subir bem alto
contigo pela mão!
Exijo-o por condição!
Não me largues.
Não me deixes.
Sê comigo todo o dia.
És toda a minha razão…
Não me abandones
Poesia
( Humberto Sotto Mayor )
e afaguei-te no vento.
Estavas na urze,
no alecrim
e em toda a flor campestre!
Amadureceste nos figos
e na amora silvestre.
Andaste pelos penhascos
pela serra , pela areia
Senti-te bem presente
na lua cheia de Agosto.
Foste só minha
mas dei-te a toda a gente
Levei-te pela seara
apanhando caracóis
E foste vindima e mosto
E eras de linho e estopa
na noite dos meus lençóis!
Cheguei cheínho de ti
porque te tive a meu lado
Cantei-te como um poeta
Que sabe cantar o fado
E foste sino de aldeia
em alegria de festa
E triste, triste, tão triste
como em dobre de finados
( e se eu disser que te amo
dia-a-dia sempre mais?)
E arrastei-te pela água
e mergulhei-te no mar
e num veleiro de mágoa
te trouxe no meu olhar.
Em tudo o que foi palavra
em memória, pensamento
ou num gesto ou num sopro
numa raiz, numa árvore
num soluço, num lamento
te vi…
E até no sofrimento
me doeu a tua dor.
E digam lá
que não te tenho amor…
Tive ciúmes de ti
quando beijaste outra boca.
E andaste comigo ternamente
como louca.
Sinto-te agora mais perto
mais minha, mais completa
-É mais imenso o deserto
quando não se vê a meta…
Cheguei a transbordar de ti!
quero-te sempre a meu lado
Sê minha amante…
Ajuda-me a construir
o meu sonho descuidado.
Quero subir bem alto
contigo pela mão!
Exijo-o por condição!
Não me largues.
Não me deixes.
Sê comigo todo o dia.
És toda a minha razão…
Não me abandones
Poesia
( Humberto Sotto Mayor )
REVOLTA
Porque foi que acordei
deste meu sonho feito
de coisas abertas ?...
Ah,porque foi que esta sombra
que penetra na raiz
das minhas horas,
veio destruir a loucura
das minhas descobertas ?
deste meu sonho feito
de coisas abertas ?...
Ah,porque foi que esta sombra
que penetra na raiz
das minhas horas,
veio destruir a loucura
das minhas descobertas ?
Correm-me pela face
lágrimas de alguém...
Já não são as minhas,
nem as que chorei
por um futuro negativo
de passado !
Sinto um frio tão grande,
tão amargo,
que me apetece
não ficar calado !!!
( Humberto Sotto Mayor)
lágrimas de alguém...
Já não são as minhas,
nem as que chorei
por um futuro negativo
de passado !
Sinto um frio tão grande,
tão amargo,
que me apetece
não ficar calado !!!
( Humberto Sotto Mayor)
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